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You hate me?

O Labirinto de Vidro e a Sedução do Caos

O quarto estava mergulhado em uma penumbra suave, iluminado apenas pelo brilho difuso das luzes da cidade que filtravam através das cortinas. O silêncio era preenchido pelo som rítmico das respirações apressadas e pelo bater acelerado de dois corações que, finalmente, batiam em uníssono. Sua sentia o corpo leve, como se estivesse flutuando em uma nuvem de adrenalina e prazer, mas a mente ainda tentava processar a intensidade do que acabara de viver.

— Mizi... — Sua murmurou, a voz rouca e ainda trêmula, enquanto tentava recuperar o fôlego com o rosto enterrado no pescoço da amiga. — Já... já acabou?

Mizi soltou uma risadinha baixa, um som vibrante que reverberou contra o peito de Sua. Ela se afastou apenas o suficiente para olhar nos olhos roxos e dilatados da garota em seu colo, um sorriso travesso e carregado de uma confiança predatória brincando em seus lábios.

— Acabou? — Mizi repetiu, arqueando uma sobrancelha. — Minha querida Sua, você realmente acha que eu ia te trazer até aqui, depois de todos esses anos de espera, para fazer isso apenas uma vez?

Sua sentiu um frio na barriga que não tinha nada a ver com o medo, mas sim com uma antecipação elétrica. Antes que pudesse formular qualquer resposta, Mizi a puxou para um beijo faminto. Não havia mais a hesitação do início; agora havia uma urgência crua. No meio do beijo, Mizi inseriu dois dedos novamente, de forma firme e decidida.

Sua soltou um gemido abafado contra a boca de Mizi, o corpo reagindo instantaneamente ao toque familiar e, ao mesmo tempo, novo. Ela tentou apertar os ombros de Mizi, descontando a surpresa na pele da outra, mas Mizi tinha outros planos para aquela rodada.

— Shhh... — Mizi murmurou entre os lábios dela, separando o beijo apenas por um segundo para olhar no rosto transfigurado de Sua. — Me dá suas mãos.

Sua estava perdida, a mente nublada demais para questionar. Ela entregou as mãos de forma totalmente submissa, sentindo-se pequena sob o olhar dourado e intenso de Mizi. Com uma agilidade que surpreendeu a menor, Mizi levou os braços de Sua para trás das costas da própria garota.

Ainda com Sua sentada em seu colo, Mizi segurou os dois pulsos de Sua contra a base das costas da garota com apenas uma das mãos, prendendo-os com firmeza. A posição forçava o peito de Sua para frente, deixando-a completamente vulnerável e sem nada onde se segurar.

— Mizi... eu não consigo... — Sua tentou protestar, sentindo o equilíbrio vacilar, mas a voz morreu na garganta quando Mizi atacou seu pescoço.

Mizi alternava entre beijos úmidos, lambidas lentas e mordidas que deixariam marcas avermelhadas na pele pálida de Sua. Enquanto isso, lá embaixo, os dois dedos continuavam o trabalho, movendo-se com uma precisão torturante.

— Você não tem ideia do quanto é deliciosa, Sua — sussurrou Mizi contra a pele sensível do pescoço dela. — Sabia que você gemia de um jeito tão fofo? É quase um crime ninguém ter ouvido isso antes de mim.

Sua sentia as lágrimas de prazer arderem nos olhos. Ela tentava puxar os braços, querendo envolver Mizi, querendo se segurar em algo para não desmoronar, mas o aperto em seus pulsos era implacável.

— Agora você vai ter que aguentar um pouco mais, pequena — Mizi declarou, a voz tingida de uma malícia que Sua nunca imaginou que a "garota popular e gente boa" da escola possuísse.

Antes que Sua pudesse sequer processar o aviso, Mizi forçou os pulsos dela para cima com um pouco mais de pressão, garantindo que ela não saísse do lugar, e então, com um movimento decidido, adicionou o terceiro dedo.

O grito de Sua foi agudo, uma nota de puro choque e prazer que ecoou pelo quarto. A sensação de preenchimento era avassaladora, fazendo suas pernas tremerem violentamente. Ela estava perdida em um mar de sensações, a mente incapaz de focar em qualquer coisa que não fosse o ritmo frenético que Mizi impunha agora.

Sem ter onde se segurar, Sua desceu a cabeça e cravou os dentes no ombro de Mizi. Ela mordia com força, tentando ancorar-se na dor e no prazer enquanto choramingava como uma boba, sons inarticulados de puro desespero e entrega escapando de seus lábios.

— Isso... morde mesmo — Mizi incentivou, o tom de voz tornando-se mais sombrio e satisfeito. — Mostra o quanto você me quer.

Mizi não mostrava piedade. Ela movia os três dedos com força e rapidez, sentindo as paredes internas de Sua pulsarem em volta dela. Ela amava o contraste: a Sua melancólica e fria da escola agora era uma massa de calor e sons manhosos em seus braços, totalmente à sua mercê.

— Você é minha, Sua. Entendeu? — Mizi perguntou, intensificando o ritmo até o limite. — Só minha.

Sua não conseguia falar. Ela apenas balançava a cabeça freneticamente, as unhas dos pés encolhendo-se, o corpo arqueado ao máximo. Ela sentiu a onda de prazer crescendo, uma pressão insuportável que parecia prestes a explodir.

— Eu vou... Mizi, eu vou de novo! — Sua gritou, a voz embargada pelo choro de êxtase.

— Vai, meu amor. Goza para mim.

O clímax veio como um vendaval, muito mais intenso que o primeiro. Sua sentiu cada músculo de seu corpo entrar em espasmo, a visão ficando branca por alguns segundos enquanto ela se derretia completamente. Ela soltou o ombro de Mizi, a mandíbula relaxando enquanto o corpo perdia toda a força.

Mizi finalmente soltou os pulsos dela. No mesmo instante, Sua desabou para frente, o corpo exausto e suado caindo sobre o peito de Mizi. Ela ainda estava ofegante, o coração batendo tão rápido que parecia que ia saltar para fora, e pequenos soluços involuntários de prazer ainda escapavam de sua garganta.

Mizi a envolveu em um abraço protetor, acariciando as costas de Sua com ternura, o olhar agora suave e cheio de adoração.

— Eu disse que não seria só uma vez — Mizi sussurrou, beijando a têmpora de Sua.

Sua apenas fechou os olhos, sentindo-se finalmente em casa. A máscara de frieza tinha caído para sempre, e no lugar dela, havia apenas a verdade de que, entre quatro paredes, o brilho de Mizi era a única coisa que ela precisava para se sentir viva.